A directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, adverte, numa entrevista publicada nesta quarta-
-feira, que a crise ainda não está superada e pede para continuar com reformas, bem como com a política expansionista do Banco Central Europeu (BCE).

“A recuperação está a começar e alguns países saíram com êxito dos programas de ajustamento, mas não quer dizer que a crise esteja superada e que já tenhamos cumprido a nossa missão”, afirma Lagarde na entrevista publicada pelo jornal alemão Handelsblatt.

Lagarde sublinha que ainda existem problemas de restrição de crédito para empresas, sobretudo nos países do Sul da Zona Euro, e que os baixos níveis de inflação a longo prazo constituem um risco.

“A política monetária tem que continuar a dar impulsos ao crescimento na Europa”, disse a directora do FMI, advertindo que a luta contra a crise não pode ser só um assunto do BCE e que continuam a ser necessárias reformas estruturais para melhorar a competitividade dos países membros da Zona Euro.

Lagarde sublinhou a importância de continuar sobretudo com a reforma dos sistemas de pensões.

Por outro lado, a responsável do FMI referiu-se à crise da Ucrânia, que considerou um novo risco para a economia mundial.
Segundo Lagarde, a ajuda do FMI à Ucrânia, de 17 mil milhões de euros (cerca de 170 mil milhões de kwanzas), não é suficiente e são necessárias ajudas de outras instituições.

A saída do grupo Espírito Santo na bolsa de Londres é um sinal de que a crise na Europa ainda não acabou.

A Espírito Santo Financial Group, que controla o Banco Espírito Santo, anunciou há dias que vai deixar de estar cotada na praça de Londres, passando a estar apenas presente na bolsa de Lisboa e no mercado accionista do Luxemburgo.

Na London Stock Exchange, o último dia de negociaçôes deverá acontecer a 5 de Junho próximo, sendo cancelada a participação da ESFG no mercado londrino às 8 horas de 6 de Junho.