“O ano passado foi um ano bom para a economia cabo-verdiana especialmente quando comparado com os quatro anos anteriores, o crescimento foi bem mais forte (3,9 por cento). A nossa perspectiva para 2017 é que o bom desempenho da economia se
mantenha”, disse Max Alier.
O responsável, que é também o representante do FMI para Angola, falava aos jornalistas no final da sua primeira deslocação a Cabo Verde como novo chefe de missão para o país e no âmbito da apresentação local das perspectivas de crescimento para a região da África subsahariana.
“Cabo Verde teve um período de crescimento fraco entre 2012 e 2015. A média do crescimento ficou abaixo de um por cento ao ano. No ano passado, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INECV) mostram que a economia cresceu perto de quatro por cento, o que é uma aceleração importante do crescimento”, assinalou. “As nossas projecções são de que o crescimento em 2017 se mantenha perto do mesmo patamar do ano passado, que foi um ano positivo para Cabo Verde”, acrescentou. Max Alier sublinhou também a melhoria do saldo das contas externas do país, que acumulou reservas internacionais “a um nível historicamente alto por volta
dos 540 milhões de euros”.
Sobre a missão, o responsável do FMI explicou que se tratou de recolher dados sobre o fecho de 2016 e ver como correu o I trimestre de 2017 e que, até final do ano, em data ainda a definir, acontecerá a missão de avaliação anual ao abrigo
do artigo IV da organização.
Max Alier lembrou que para se conseguir manter um bom desempenho económico ao longo do tempo é preciso “uma série de reformas continuadas”, explicando que esta visita serviu também para “entender melhor a agenda
das reformas do Governo”.