O Fundo Monetário Internacional(FMI) reviu em baixa as projecções para o produto interno bruto mundial, em 2013. De acordo com a instituição com sede em Washington, a economia global vai crescer 3,1 por cento, ou seja, um recuo de 0,2 relativamente às projecções publicadas em Abril. O FMI estima que o PIB japonês cresça dois por cento e os Estados Unidos 1,7 por cento. Já a economia da Zona Euro vai continuar a recuar, desta feita em 0,6 por cento.

O FMI prevê que a economia alemã cresça apenas 0,3 por cento este ano, enquanto a França deverá registar uma contracção de 0,2 por cento. Mas o recuo do PIB mundial é sobretudo justificado com o arrefecimento de países emergentes, como o Brasil. A primeira economia da América do Sul deverá crescer 2,5 por cento em 2013, um recuo de meio ponto percentual relativamente
às previsões de Abril.

Países emergentes
Outra das grandes diferenças entre o cenário traçado pelo FMI agora, é o ritmo de crescimento esperado para as principais economias mundiais. China, Brasil e Rússia sofrem revisões em baixa nas previsões de crescimento para este ano e o próximo muito significativas. Para a China, tanto para 2013 como para 2014, o crescimento passou a ser inferior a 8 por cento, algo que não acontecia em Abril. No Brasil, de um crescimento de três por cento em 2013 e de quatro em 2014 passou-se agora para 2,5 e 3,2, respectivamente. Na Rússia, as previsões do FMI foram cortadas em 0,9 e 0,5 pontos percentuais para os dois anos.

De acordo com o FMI, a prindivulgaçãocipal razão para esta revisão está no impacto que a retirada de políticas
monetárias mais expansionistas por parte do Reserva Federal norte-americana pode vir a ter nos fluxos de capitais entre os mercados emergentes e os países mais ricos do planeta. Para fazer face a esta situação de crescimento muito lento à escala mundial, o fundo apela que sejam feitas “reformas estruturais em todas as principais economias”. Por um lado, é pedido um crescimento sustentável do consumo na China e do investimento na Alemanha, enquanto para os países com défices externos, a prioridade deve ser uma melhoria da competitividade.