O Fórum Económico Africano realizado, no início desta semana, em Túnis, capital da Tunísia, teve como principal objectivo prospectar novas oportunidades de investimento e de parceria com os países do continente, nomeadamente, os da África subsariana. O fórum foi organizado sob a égide do Ministério Tunisino do Comércio da Tunísia, com a participação do Banco Árabe de Desenvolvimento Económico em África (BADEA), da Agência de Cooperação Técnica Alemã e da Sociedade Internacional Islâmica de Financiamento
do Comércio.

Reforçar a cooperação Sul/Sul.
O evento visou garantir uma melhor complementaridade política e económica em África, para aproveitar o acréscimo do comércio e das trocas entre os países do continente e reforçar a cooperação Sul/Sul. Participaram no certame aproximadamente 38 países, 200 responsáveis africanos e 800 participantes que vão centrar as suas interacções em cinco sectores. Trata-se dos sectores da Construção e Obras Públicas, um mercado próspero face à uma comunidade urbana africana que vai duplicar até 2020, e das Tecnologias de Informação e Comunicação, ao serviço do desenvolvimento africano sustentável. Os outros sectores são os do Ensino Superior em África, cobrindo a problemática do desemprego dos diplomados e a falta de mão-de-obra qualificada, da agricultura, incluindo os subsectores agro-alimentar e das cadeias de valor agrícola bem como o processo de desenvolvimento em África, e ainda da saúde em África, para novos modelos. Durante a sua última sessão, o Alto Conselho Tunisino para a Exportação para os países africanos tomou medidas, das quais o reforço da rede da representação comercial na África Subsariana e a criação de uma linha marítima directa em direcção aos mercados da África Ocidental, como Senegal, Costa do Marfim e Benim.

Reforço do desenvolvimento
O ministro tunisino do Comércio sublinhou, na passada segunda-feira, que a organização do fórum se insere no quadro do reforço e desenvolvimento das relações entre a Tunísia e o resto do continente. Segundo ele, a Tunísia quer duplicar as suas exportações para África de três para seis mil milhões de dinares (2,5 mil milhões de dólares americanos) em 2020.