O Fundo Petrolífero de Timor-Leste atingiu em Dezembro de 2013 o valor de 14,9 mil milhões de dólares (cerca de 10,8 mil milhões de euros), segundo um relatório recentemente divulgado pelo banco central timorense.

O relatório, referente ao período de Setembro a Dezembro de 2013, refere que as entradas brutas de capital durante o último trimestre do ano passado foram de 604,70 milhões de dólares (cerca de 441 milhões de euros), dos quais 234,70 milhões (cerca de 171 milhões de euros) em contribuições e 370 milhões (cerca de 270 milhões de euros) em pagamento de royalties (privilégios) provenientes da Autoridade Nacional de Petróleo. “O rendimento dos investimentos do fundo foi de 342,88 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros), dos quais 68,10 milhões (cerca de 49 milhões de euros) sob a forma de recebimento de cupões e de juros e 274,77 milhões (aproximadamente 200 milhões de euros) resultado das alterações do valor de mercados dos títulos detidos”, refere o comunicado.

Segundo o relatório, o resultado foi um retorno para a carteira de títulos do fundo de 2,33 por cento, enquanto o do benchmark (marca de referência) para o mesmo período foi de 2,27 por cento.

Criado em Agosto de 2005, o Fundo Petrolífero de Timor acolhe as receitas do Estado provenientes da exploração dos recursos petrolíferos.

As receitas do fundo são depois investidas em activos financeiros no exterior e as únicas saídas de dinheiro previstas são para o Orçamento do Estado, mas têm de ser aprovadas pelo Parlamento.

A gestão global do fundo é feita pelo Governo, através do Ministério das Finanças, e a gestão operativa pelo banco central do país.