Os países latino-americanos têm que empreender reformas estruturais para poderem melhorar o desenvolvimento das suas economias. Esta é a principal conclusão do relatório sobre as perspetivas económicas da América Latina, realizado em conjunto pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), Comissão Económica para a América Latina e Caraíbas das Nações Unidas (CEPAL) e Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

O diretor do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Mario Pezzini, afirmou à agência de notícias Efe que o “choque” sofrido por algumas economias da região no ano passado “diminuiu a janela de oportunidade” do continente e deu lugar a uma “fase estrutural mais difícil de concretizar”.

Esta é a fase das reformas decisivas para abrir o caminho à alteração da matriz produtiva do continente. Com efeito, segundo este especialista é fundamental que as economias da América Latina ultrapassem a sua dependência actual das exportações de matérias primas e recursos naturais, concentrando-se no aumento dos investimentos em infra-estruturas e investigação e desenvolvimento, que permitam maior desenvolvimento interno.

Empreender reformas fiscais que permitam aumentar o nível das receitas e tornar os sistemas mais eficazes é outra das prioridades apontadas por Mario Pezzini. Em alguns países da região, por exemplo, o contributo das receitas fiscais para o Produto Interno Bruto é de apenas 15 por cento, quando a média da OCDE é de 35 por cento.

Pontos fortes e fracos
Os baixos níveis de inovação e a fragilidade da coesão social são dois dos pontos mais fracos da América Latina. Já a sua vantagem comparativa mais importante face às regiões concorrentes, como, por exemplo, o Norte da África, é a sua proximidade
aos mercados.