Os 20 países mais industrializados do mundo concluíram esta semana, em Buenos Aires, Argentina, que o crescimento mundial está robusto, mas ameaçado, a curto e médio prazo, pelo aumento das tensões comerciais e geopolíticas. No comunicado final da reunião, que se iniciou sábado e terminou segunda-feira, os participantes reconheceram também a necessidade de reforçar o diálogo e as acções para limitar os riscos, e reforçar a confiança
nas economias dos países.
A reunião esteve marcada pela decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reforçar a sua política proteccionista, através da aplicação de tarifas aos seus parceiros comerciais, sobretudo a China. Os ministros das Finanças expuseram o aumento dos riscos económicos de curto e médio prazo, apontando as recentes vulnerabilidades financeiras, o aumento das tensões comerciais e geopolíticas e o crescimento estruturalmente débil, particularmente em algumas economias avançadas. Com o proteccionismo como grande tema de fundo, os participantes reafirmaram as conclusões alcançadas na cimeira de Hamburgo do ano passado, quando atingiram um compromisso com o comércio livre, destacando que estavam a trabalhar para “fortalecer” a contribuição do comércio para as suas economias. Sobre as mudanças a fazer – outro dos temas que tem gerado maiores fricções no panorama internacional – as nações do G20 manifestaram a intenção de comunicar as suas acções de política macroeconómica e estrutural”.