O presidente gambiano, Yahya Jammeh, anunciou recentemente que o seu país, a partir de 2016, vai proibir a importação de arroz e outros cereais. O Chefe de Estado gambiano acredita que isso vai ajudar a promover os produtos locais.

“Em 2016, vamos proibir a importação de arroz no país para fortalecer as indústrias de alimentos locais e promover a auto-suficiência alimentar”, disse Jammeh à rádio pública e TV GRTS durante uma reunião com os agricultores que serve de antecâmara ao arranque do ano agrícola e começo da época das chuvas.

O arroz é um alimento básico e muito popular na dieta alimentar dos gambianos, mas o país produz apenas quantidades modestas em agricultura de sequeiro, irrigados ou inundados e, geralmente, para o consumo local. As importações, principalmente do Sudeste asiático, fornecem a maior parte da demanda doméstica.

Segundo dados oficiais, até 2009, o arroz era o produto alimentar mais importado (quebrado, descascado ou com casca), seguindo-se o açúcar refinado e óleos vegetais (linho, palma, soja). A agricultura é responsável por 26 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega três quartos da força de trabalho.

Este anúncio do Presidente a proibição da importação de pernas de frango congelado e alguns dias após a expulsão de um rico empresário libanês, Hussein Tajudeen, dono da maior cadeia de supermercados da Gâmbia (Kairaba) e grande importador de arroz e farinha de trigo. Tajudeen, que viveu por 15 anos na Gâmbia, é acusado de estar envolvido na venda de alimentos fora do prazo de consumo, que se encontravam à venda nas suas lojas.