Trabalhadores da General Motors (GM) na Coreia do Sul protestaram na quarta-feira contra o encerramento
de uma fábrica em Gusan.
Os operários sul-coreanos ameaçam entrar em greve após o que chamaram de “sentença de morte” dada pela
fabricante norte-americana.
A fábrica em causa emprega 2.000 sul-coreanos, numa região portuária e marcadamente rural, segundo a Reuters, e nos últimos três anos a sua capacidade produtiva já foi reduzida
em cerca de 20 por cento.
“A cidade de Gunsan trabalhou intensamente para salvar a GM, comprando carros produzidos na fábrica. Agora, a cidade está em pânico”, afirmou Park Chung-hi, a presidente do órgão equivalente a uma assembleia municipal.
Na quarta-feira, os trabalhadores em protesto erguiam à porta das instalações da GM cartazes onde se podiam ler “Solidariedade, Luta”. Alguns trabalhadores, em sinal de
protesto, raparam o cabelo.
Kim Jae-hong, um dos representantes dos operários da fábrica da GM na Coreia do Sul afirmou à agência de notícias: “Vamos proteger o nosso direito
de viver na nossa cidade”.
A decisão de encerrar a unidade de Gunsan surge no seguimento da fabricante automóvel colococar a produtividade e inovação à frente dos indicadores de vendas e volume de negócio.
Desde 2015, que a GM está a deixar “cair” algumas unidades fabris em mercados com baixos níveis de produtividade, na Europa, Austrália,
Sul de África e Rússia.
A GM é uma multinacional com sede em Detroit, nos EUA, cuja principal área de negócios é a produção de automóveis.
Tem várias marcas no seu portfólio, entre as quais, as quatro marcas originais de automóveis da GM: Buick, Cadillac, Chevrolet, e Pontiac (foi desactivada em 2010), além da GMC, que fabrica exclusivamente caminhões e camionetas; e outras marcas, como: Daewoo, Holden, Hummer, Opel (vendida à Peugeot e BNP Paribas), Saturn, e Vauxhall. É dona também, de 50,7 por cento da GM Daewoo e de 34 por cento da Wuling.
É ainda parceira da Isuzu.