A Alemanha, o grande motor da Europa, poderá fechar este ano como o país do euro com o mais fraco crescimento económico.
O Governo cortou para metade as projecções de crescimento do PIB para 2019, de 01 para 0,5 por cento, o que a confirmar-se, marcará a expansão mais fraca da economia germânica dos últimos seis anos.
Além disso, e tendo em conta as projecções da Comissão Europeia para os restantes países da Zona Euro, esta subida do PIB colocará a Alemanha com o crescimento mais fraco da região da moeda única, excluindo apenas a Itália, que deverá estagnar.
Esta é a mais recente de uma série de revisões do Governo alemão que, há um ano, antecipava uma subida do PIB de 2,1 por cento. Para 2020, as estimativas apontam para uma aceleração do crescimento para 1,5.
“O estado actual da economia alemã deve servir como um alerta”, avisou o ministro da Economia, Peter Altmaier (na foto), citado pela Bloomberg, chamando a atenção para os riscos do Brexit e das disputas comerciais, que ameaçam agravar ainda mais a desaceleração esperada do crescimento global.
Esses riscos foram precisamente um dos motivos que levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a cortar, na semana passada, as estimativas de crescimento da a Zona Euro, para 1,3 por cento, o que compara com a previsão de 1,9 em Outubro do ano passado.
“A Zona Euro travou mais do que o esperado devido a uma combinação de factores que pesou na actividade (económica) nos países, incluindo o enfraquecimento do sentimento dos consumidores e das empresas; os atrasos associados ao novo sistema de emissões nos veículos diesel na Alemanha; a incerteza da política orçamental, o aumento dos juros soberanos e o abrandamento do investimento na Itália; e os protestos nas ruas que criaram disrupção nas vendas do retalho e pesaram na despesa de consumo em França”, resumiu o Fundo Monetário Internacional.