O Governo Federal prevê gastar cerca de 70 bilhões em subsídios no próximo ano. Esse dinheiro será usado para financiar programas de incentivo à economia, como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI). A cifra representa uma redução de 23 bilhões na comparação com 2018.
Neste ano, o montante é de 92,8 bilhões reais. Esse valor considera 83,3 bilhões originalmente previstos no Orçamento mais 9,5 bilhões para a subvenção à redução no preço do diesel, medida concebida pelo Governo para encerrar a greve dos camionistas.
As estimativas foram encaminhadas pela equipe económica ao Congresso Nacional, como complemento ao Projecto de Lei Orçamentária
Anual (PLOA) do próximo ano.
A maior parte dos gastos de 2019 serão desembolsados pelo Tesouro Nacional. Serão 37,7 bilhões de reais. Nesse grupo, o maior peso fica para o Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS),
com 13,7 bilhões de reais em 2019.
O fundo foi criado na década de 1960 para garantir a amortização da dívida de
financiamentos habitacionais.

Políticas de intervenção
Ainda dentre os subsídios explícitos calculados para 2019, o Governo previu 4,5 bilhões de reais para o programa habitacional, denominado
“Minha Casa, Minha Vida”.
Cerca de 3,4 bilhões de reais serão usados para a equiparação de juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e 3,3 bilhões são referentes ao Programa de Sustentação
do Investimento (PSI).
A conta dos subsídios cresceram principalmente durante o Governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o que contribuiu para a deterioração das contas públicas, que vão terminar 2018 com um “rombo” de 159 bilhões de reais.
Para o próximo, a previsão é de um défice de 139 bilhões. Diante dos números, a equipa económica colocou na agência a tentativa de reduzir os subsídios e as renúncias fiscais.

Atrasados
Para os subsídios “implícitos”, a conta chegará a
32,025 bilhões reais em 2019.
Esse tipo de benefício se caracteriza pela diferença entre o custo que o Tesouro tem para captar recursos no mercado e o custo contratual
dos empréstimos concedidos.
O Governo também detalhou as renúncias tributárias, como isenções e incentivos fiscais. Elas vão atingir 306,3 bilhões de reais no próximo ano.
A União vai “abrir mão” de 4,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com as estimativas da área económica.