O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou esta semana, no Parlamento, o fim de tais medidas, que surgiram em plena crise que opôs o Governo de Alexis Tsipras e as instituições credoras do país. “Hoje (26.08.2019) põe-se fim a quatro anos de incerteza. Hoje acabou finalmente o controlo de capitais e começou um novo ciclo de optimismo para a economia e para a banca grega”, disse Kyriakos Mitsotakis. O ministro das Finanças grego, Jristos Staikuras, por sua vez, afirmou que o controlo de capitais será eliminado a partir deste domingo, 1 de Setembro. A decisão foi tomada por recomendação do governador do Banco da Grécia, Yannis Sturnaras, que explicou que o crescimento continuado dos depósitos bancários “é um sinal” de que chegou o momento para levantar as últimas restrições. Nos últimos anos, o Governo de Tsipras levantou gradualmente as restrições mais penalizadoras, mas ficaram algumas, como o limite dos 100 mil euros que as empresas podem pagar aos seus clientes no estrangeiro. Igualmente, eliminou-se o limite de 10 mil euros que cada grego pode levar, quando viaja para o estrangeiro. Também, foi abolido o tecto de quatro mil euros que cada pessoa pode transferir para o estrangeiro de dois em dois meses. Outras das restrições que ainda estavam em vigor, nomeadamente transferir dinheiro para comprar jóias, obras de arte e pagar jogos de sorte ou azar, deixaram de existir. Os bancos gregos sofreram uma fuga de depósito maior em 2012, inclusive que as vividas pelas entidades no pior da crise da dívida europeia, o que colocou em risco a liquidez do sistema. Até Dezembro de 2014, os cidadãos gregos tinham retirado três mil milhões de euros em depósitos, uma cifra que veio depois a disparar até os 11 mil milhões em Janeiro de 2015. Segundo a Bloomberg, a retirada de fundos dos bancos entre os dias 19 e 23 de Janeiro foi inclusive maior que a sofrida no país em Maio de 2012, quando se especulava a saída da Grécia da Zona Euro.