O Conselho da União Europeia (Estados-membros) encerrou esta semana formalmente o procedimento por défice excessivo (PDE) à Grécia, seguindo a recomendação adotada em Julho passado pela Comissão Europeia, ao considerar que o país estabilizou as suas finanças públicas. “Depois de muitos anos de grandes dificuldades, as finanças da Grécia estão em muito melhor estado”, comentou Toomas Toniste, ministro das Finanças da Estónia, país que assegura a presidência do Conselho da UE neste II semestre do ano.
A decisão desta segunda-feira já era aguardada, depois de a Comissão Europeia ter recomendado, em 12 de Julho passado, o encerramento do PDE contra a Grécia, face aos “esforços substanciais” feitos pelo país para consolidar as suas finanças públicas, ilustrados pela passagem de um défice de 15,1 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2009 (ano da abertura do procedimento) para um excedente de 0,7 por cento em 2016 (ainda que para este ano esteja previsto um défice de 1,2). Depois de, já este ano, Portugal e também a Croácia terem saído dos respectivos PDE, apenas três países permanecem agora sob o “braço correctivo” do Pacto de Estabilidade e Crescimento — Espanha, França e Reino Unido -, contra 24 Estados-membros em 2011.
A economia grega “está melhor”, mas o país deve dar prioridade à “estabilidade económica e política” e à “implementação de reformas”, defendeu o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.