O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, suspendeu todas as viagens ao estrangeiro que acarretem custos ao Tesouro Público do país, refere uma nota do seu gabinete divulgada nesta quarta-feira. No comunicado refere-se que apenas vão ser autorizadas missões ao estrangeiro no âmbito da organização das eleições legislativas previstas para 18 de Novembro, por ser esta a principal tarefa do Governo. “A medida de suspensão das viagens decorre da actual situação das Finanças Públicas e da necessidade do cumprimento do Programa acordado com o Fundo Monetário Internacional no que diz respeito à gestão orçamental”, refere o comunicado. Aristides Gomes suspendeu também viagens em classe executiva para os “titulares de órgãos de soberania, membros do Governo e equiparados”.
Este é o terceiro despacho emitido pelo primeiro-ministro guineense, que acumula também a pasta das Finanças, relativo a controlo e contenção das despesas públicas do país. A Guiné-Bissau tem um histórico de instabilidade política desde a sua independência e nenhum presidente eleito conseguiu completar com sucesso um mandato completo de cinco anos. Apenas 27,1 por cento da população fala português, estabelecido como língua oficial durante o período colonial. A grande maioria da população (90,4%) fala criolo, uma língua crioula baseada no português.