A Guiné Equatorial, terceiro maior produtor de petróleo da África subsahariana, apresentou um pedido à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para aderir já este ano ao cartel, anunciou esta semana o Executivo.
“O Ministério das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial anuncia que submeteu o seu interesse em juntar-se à OPEP em 2017”, lê-se num comunicado colocado na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país.
Na sexta-feira passada, acrescenta o documento, o ministro do sector, Gabriel Mbaga Obiang, foi a Viena apresentar pessoalmente a proposta, que surge no contexto de abrandamento do crescimento da produção petrolífera neste país que faz parte da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP).
“Há décadas que a Guiné Equatorial tem conseguido um registo brilhante como um fornecedor confiável de petróleo para os consumidores em todos os cantos do mundo; acreditamos firmemente que os interesses da Guiné Equatorial estão completamente alinhados com os da OPEP em servir os melhores interesses da indústria, de África e da economia global”, acrescenta o comunicado.
O anúncio da decisão surge cerca de um mês e meio depois de a Guiné Equatorial ter concordado em aderir à redução voluntária da produção petrolífera, decidida no princípio de Dezembro pelos membros da Opep e por outros produtores. Assim, a Guiné Equatorial comprometeu-se em contribuir com 12 mil barris por dia para a redução global de quase 560 mil barris por dia em 2017. “Há um consenso entre os produtores sobre uma oferta exagerada de petróleo, que tem arrastado o preço para baixo”, disse o ministro, citado no comunicado, que sublinha que “a Guiné Equatorial está a fazer a sua parte para garantir a estabilidade do mercado e que a indústria continue a investir na exploração e desenvolvimento dos nossos recursos”.