A produção de petróleo na Guiné Equatorial vai ter taxas de declínio menores nos próximos anos devido a vários projectos mais pequenos, mas os poços já quase esgotados e a falta de novas descobertas significantes vão continuar a fazer descer os volumes de produção, avançam os analistas da consultora BMI Research, do Grupo Fitch. Na análise do III trimestre, a BMI Research diz que “na ausência de melhoramentos significativos em termos fiscais e mais estabilidade regulatória, o país vai ser incapaz de captar investimentos para explorar as suas águas profundas”.
A consultora antecipa que este ano a produção desça para 256 mil barris por dia, e depois para 251,4 mil em 2018 e 247 mil barris de petróleo por dia em 2019, diminuindo ainda mais para 233,9 mil em 2021, o último ano da análise, o que torna a captação de novos investidores uma tarefa fundamental para um país que depende fortemente das receitas. A forte queda dos preços do petróleo e a expectativa de que continuem baixos nos próximos anos, à volta dos 70 dólares, faz com que as receitas tenham passado de 9,3 mil milhões de dólares em 2014 para 3,82 mil milhões no ano passado e menos de cinco este ano. Entre as principais vantagens do país, os analistas apontam a presença contínua de várias multinacionais e a existência de gás natural, o que torna o arquipélado num dos poucos países da África subsahariana com esta matéria-prima.