A Itália candidata-se ao título de reino da fuga ao IVA. O Instituto italiano de Estatística (ISTAT) fez as contas e revela que a economia paralela e não declarada atingiu valores recorde.
As actividades no chamado mercado negro ou informal ultrapassam o PIB português. Em 2017, terão chegado aos 211 mil milhões de euros - mais 15 mil milhões do que a riqueza produzida em Portugal. Representam 12,1 por cento do PIB italiano.
Os sectores onde se estimam mais lucros não declarados são os do comércio e restauração, transporte e habitação.
Dados que surgem depois da Comissão Europeia ter divulgado o relatório sobre os desvios do IVA - a diferença entre as receitas de imposto esperadas e o montante efectivamente cobrado.
No universo dos 28 países, estimam-se perdas de 137 mil milhões de euros - quase um quarto são atribuídas a Itália.
Tal como já acontece em Portugal, o governo italiano está a estudar medidas que incentivem os contribuintes a pedirem factura e declararem as despesas com restauração, cabeleireiro, oficinas
ou trabalhos domésticos.

Economia em queda
As enormes cheias que inundaram grande parte de Veneza afectaram não só população e turistas, como praticamente todos os negócios e
indústrias da cidade italiana.
Um dos sectores afectados foi o dos construtores das famosas gôndolas, que são um dos “postais turísticos” de Veneza e mais românticas de percorreros seus múltiplos canais.
Um dos proprietários do estaleiro de gôndolas, diz que as áreas de construção estão localizadas nos pisos térreos e, por isso, as inundações foram bastante prejudiciais”.