Enquanto isso, os políticos italianos vão de mal a pior. O Movimento Cinco Estrelas, força populista que quer realizar um referendo para tratar da adesão da Itália ao sistema europeu, está bem nas sondagens e actualmente disputa ombro a ombro com o Partido Democrata, de centro-esquerda. É improvável que a eleição geral, programada para a próxima Primavera, produza um vencedor claro - e existe até uma pequena probabilidade de que termine num governo eurocéptico caso o Cinco Estrelas consiga votos suficientes para formar uma aliança com a Liga Norte, um partido ferozmente antieuropeu.
Os pró-europeus de Itália estão ocupados à procura de um Macron italiano - alguém capaz de oferecer um remédio liberal para os males económicos de Itália e ao mesmo tempo combater a ameaça do “It-exit”. Os investidores gostariam deste cenário. No Outono, o Banco Central Europeu aparentemente reduzirá as suas aquisições de dívidas soberanas. A perspectiva de instabilidade política em Roma poderia assustar os investidores, levantando dúvidas relativas à sustentabilidade da dívida de Itália.
Em muitos aspectos, Matteo Renzi, ex-primeiro-ministro da Itália, que renunciou após uma enorme derrota no referendo constitucional de Dezembro, seria a alternativa óbvia. Aos 42 anos, Renzi tem apenas três anos a mais que Macron. Ele também tentou modernizar a esquerda, embora tenha preferido subir nas fileiras do seu partido em vez de criar um novo como Macron.