O Governo liderado por Enrico Letta terá de enfrentar as consequências de contratos derivados cujo custo pode ascender a alguns milhares de milhões de euros para Itália, segundo noticia o “Financial Times” (FT) na quarta-feira.

O jornal britânico cita um relatório do Tesouro de Itália que detalha transacções de dívida e parte da exposição do país a este tipo de contratos, durante o primeiro semestre de 2012. No documento, está descrita a reestruturação de oito contratos derivados cujo valor nominal é de 31,7 mil milhões de euros, segundo a publicação. Contudo, o custo potencial associado aos contratos negociados nos seis meses deverá rondar os oito mil milhões de euros.

O “Financial Times” explica que os relatórios de 29 páginas a que teve acesso exclui detalhes importantes sobre a exposição do país a estes contratos mas cita especialistas para avançar que alguns dos contratos foram reestruturados para reduzir o peso dos pagamentos feitos pelo país para liquidar a dívida. Contudo, alguns destes determinam termos mais desfavoráveis para a Itália.

A entrada da Itália nestes derivados financeiros data dos anos 90, em que o país terá procurado maquilhar as suas contas públicas para cumprir os critérios de convergência para a entrada no euro.