Faltam pouco mais de seis meses para que o Brexit se torne finalmente realidade. Mas a falta de consenso sobre os termos está a multiplicar os sinais de alarme.
Desta vez é o Fundo Monetário Internacional (FMI) que entra em cena com um relatório preocupante. A directora.gerla do FMI, Christine Lagarde, deslocou-se mesmo até Londres para deixar o alerta.
“Antes de mais, temos de esclarecer o que significa não obter acordo. Significa uma saída caótica nos últimos dias de Março. Se isso vier a acontecer, para nós é óbvio que haverá consequências económicas muito sérias”, disse.
Lagarde sublinhou que haverá uma onda de “choque” sobre a oferta e uma série de consequências, como a queda do crescimento, sendo o mais provável, o aumento do défice, a desvalorização da moeda.
“A curto termo, significa a redução da dimensão da economia britânica. É por tudo isto que falamos em consequências económicas muito sérias”, declarou.

Zona de comércio lívre
A primeira-ministra britânica, Theresa May, diz que ou Bruxelas aceita as suas propostas, que implicam a criação de uma zona de livre comércio, ou não há acordo.
“Temos de garantir uma relação próxima e duradoura com os nossos vizinhos europeus. E temos de prestar muita atenção aos avisos do FMI e doutras instituições sobre os custos que a não obtenção de um acordo terá sobre o mercado de trabalho e a prosperidade britânica”, aponta o ministro das Finanças britânico, Philip Hammond.
Na semana passada foi o governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, a avisar o Governo de May sobre a potencial catástrofe no horizonte.
O objectivo anunciado é chegar a uma decisão sobre o Brexit até Outubro.