Confrontos registados nos dois maiores portos de exportação de petróleo na Líbia fizeram baixar a produção e a exportação ao seu nível mais baixo, desde a insurreição de 2011 que destituiu o regime de Muamar Kadafi.

A Líbia registou, de 25 de Julho até à presente data, perdas estimadas em cerca de dois mil milhões de dólares americanos devido ao encerramento dos principais portos de exportação de petróleo, anunciou o ministro líbio do Petróleo e Gás, Abdelbari al-Aroussi.

O ministro, que falava durante uma conferência de imprensa em Tripoli na presença do primeiro-ministro Ali Zeidan, precisou que as consequências indirectas destas cessações são mais nefastas do que as directas ligadas ao mau comportamento do mercado “porque perdemos vários clientes internacionais e vários parceiros estão à procura de outros mercados para fazer funcionar as suas refinarias”.

O governante acrescentou que “todos os clientes vão processar-nos em justiça por falta de respeito dos nossos engajamentos”.

O ministro do Petróleo e Gás defendeu o fim do encerramento, indicando que os protestantes na base desta situação reconsideram as suas posições para evitar ao Estado fazer recurso a outros meios que podem ser desastrosos para o grupo responsável pelo bloqueio dos portos de exportação.

“Temos o dever de encontrar os meios financeiros para a continuidade do Estado”, disse o ministro.

“Se esta situação que dura há mais de 25 dias continuar não seremos capazes de pagar os salários. O povo deve estar consciente disto, os projectos com os empresários serão bloqueados, os nossos engajamentos para os feridos que se sacrificaram para a libertação do país já não serão cumpridos”, sublinhou Abdelbari al-Aroussi.