Davis, que falava numa comissão da câmara baixa do parlamento britânico, disse que o Reino Unido deve estar preparado para “uma mudança paradigmática” na forma como a economia funciona, a um nível equiparável ao da crise financeira de 2008.
“Não foi feita uma avaliação sistemática do impacto”, disse Davis, antes uma “análise por sectores” que não é “um prognóstico” sobre o que se vai passar na economia britânica após a saída da UE, prevista para 29 de Março de 2019.
Davis respondia a perguntas do presidente da comissão parlamentar para o Brexit, o trabalhista Hilary Benn, que considerou “bastante estranha” a decisão de não fazer uma avaliação, quando Londres se prepara para negociar a futura relação comercial com a UE dentro de semanas.
Os líderes europeus vão decidir na cimeira de 15 e 16 de Dezembro se há condições para passar à segunda fase das negociações, relativa à futura relação comercial entre o Reino Unido e a UE e ao período de transição após o Brexit.
Entretanto, a União Europeia (UE) e o Reino Unido não conseguiram nesta segunda-feira alcançar um acordo sobre a conclusão da primeira fase das negociações do “Brexit”, apesar de terem chegado a um “entendimento comum” na maioria dos assuntos e dizerem que estão “confiantes” de que chegarão a um acerto até o fim desta semana.
“Tivemos uma reunião franca e construtiva... Ela é uma negociadora dura, não uma fácil. Ela está a defender o ponto de vista do Reino Unido com toda a energia que sabemos que ela tem”, disse em entrevista o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após um lanche de trabalho com a primeira-ministra britânica, Theresa May.
May disse estar confiante de conseguir um acordo para avançar para a segunda fase das negociações, apesar de não ter conseguido chegar a um entendimento nesta segunda. “Como o presidente Juncker disse, tivemos uma reunião construtiva”, disse.