As oito principais empresas estatais federais do Brasil registaram no ano passado lucro líquido conjunto de 74,3 bilhões de reais, valor que representa um crescimento de 132 por cento em relação a 2017. Desde 2016, segundo o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, Fernando Soares, foi também o melhor resultado em oito anos.
Fernando Soares afirma que o resultado visto até agora é consequência de políticas e medidas ligadas à redução de despesas e venda de activos. Os motivos também estão expostos no nono Boletim das Empresas Estatais Federais, elaborado pela pasta e que reúne indicadores financeiros e corporativos das companhias (nesse caso, com dados actualizados até o quarto trimestre de 2018 - os mais recentes disponíveis).

Participações
No caso do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), as vendas serão por meio do braço de participações do banco (BNDESPar) e de activos já maduros, como feito recentemente com acções da Petrobrás, Vale e Eletropaulo.
Em Setembro, a carteira do BNDESPar valia 117 bilhões de reais. Ao fim de Dezembro (dado mais recente disponível), já havia descido para 100 bilhões de reais.
No Banco do Brasil, o processo de vendas inclui uma medida recentemente tomada pelo Conselho de Administração - que autorizou a alienação de 9,36 por cento de acções na Neoenergia (controlada pela espanhola Iberdrola).
A instituição também estuda alternativas para participações nos bancos Patagónia e Votorantim. Na Caixa devem ser vendidas acções da Petrobrás e Alupar e ofertadas acções em bolsa das empresas de seguros, cartões, lotérica e gestora de recursos.
Desde 2016, os pagamentos feitos à União vêm subindo de forma contínua. Se naquele ano o valor ficou em 2,847 bilhões de reais, no ano seguinte subiu 37 por cento - para 5,515 bilhões. Em 2018, subiu mais 39 e chegou a 7,676 bilhões de reais. Para 2019, o valor está previsto em 7,489 bilhões.