O maior petroleiro do mundo iniciou uma viagem de 20 mil quilómetros para uma zona de armazenamento de combustível na Ásia.
A embarcação já intriga o mercado de navegação e operadores de combustível há meses. Com mais de 365 metros de comprimento, 16 anos de vida e capaz de armazenar cerca de um dia de consumo de petróleo da França e Reino Unido juntos, o Oceania deve chegar a Sungai Linggi, na Malásia, no fim de Setembro, segundo os recentes sinais do petroleiro.
O Oceania, que actualmente passa pela África Ocidental, vem fazendo carregamentos no Mar Mediterrâneo desde Março. O plano original da Euronav era usar um super-petroleiro para armazenar combustível e ajudar sua frota a cumprir as novas regras da Organização Marítima Internacional (IMO), que entram em vigor em 2020 e obrigam navios mercantes a reduzirem as emissões de enxofre.
Quando o petroleiro chegar à Ásia Oriental, o navio se juntará a uma frota de transportadores também armazenando produtos que irão cumprir os regulamentos.
A partir de Janeiro, a grande maioria dos navios terá que utilizar combustível contendo menos enxofre, atendendo às novas regras da IMO, que tem sede em Londres. Combustíveis em conformidade com as regras da IMO provavelmente custarão significativamente mais do que o tipo que a maioria dos navios usa hoje, o que tem levado alguns donos de navios a investirem milhares de milhões de dólares em equipamentos que permitem a queima do produto actual. No entanto, a maioria, incluindo a Euronav, optou por passar a usar combustíveis com baixo teor de enxofre.
As novas regras exigirão que as embarcações limitem o teor de enxofre a 0,5%, abaixo dos 3,5% na maior parte do mundo. Segundo estudos, o poluente causa chuva ácida e pode levar a problemas de saúde, como asma e até mesmo câncer de pulmão.