De acordo com os últimos dados divulgados pela JATO Dynamics, baseados nos registos de novos carros, a Volkswagen mantém-se como nº1. De Janeiro a Abril, o grupo alemão somou um total de 3,3 milhões de registos, com vantagem sobre os mais de 3 milhões da Toyota e da Renault-Nissan, segundo a terceiro classificados do ranking, respectivamente, separados por apenas 40 mil unidades e com General Motors muito próxima.
A Volkswagen capitaliza o sucesso dos seus SUV e em particular do Seat Ateca, que fecha o quadrimestre com um crescimento de 11 por cento das vendas face ao período homólogo.
No total agregado das vendas nos primeiros quatro meses, o grupo Volkswagen recua um por cento em vendas, enquanto Toyota e Nissan progridem seis e oito por cento, respectivamente,
Graças à sua forte presença na Índia e ao aumento das suas vendas na Europa, a Suzuki sobe ao nono lugar, com mais de 980 mil registos. A Daimler (Mercedes-Benz e Smart) também entra no Top10, ultrapassando a Peugeot, fruto dos bons resultados na China.
A Honda mantém-se como maior fabricante independente do mundo, não integrado num grupoUga.
Entretanto, em entrevista concedida à agência Automotive News, o chefe do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, prometeu superar expectativas e quebrar a polaridade tradicionalmente vista entre a Volkswagen e a Toyota. Nas palavras do executivo, o conglomerado francês-japonês deverá protagonizar a corrida e, pela primeira vez, fechará o ano como líder mundial.
“Estamos entre os três maiores fabricantes de automóveis desde Janeiro no volume de vendas, e esperamos estar no primeiro lugar em meados do ano - embora este não seja o nosso objectivo”, disse.
A empresa de consultoria especializada no sector, a Jato Dynamics elogia a actuação de Ghosn à frente da companhia. “Ele está a gerenciar as suas marcas muito bem. Onde a Renault é fraca, a Nissan é forte e vice-versa”, avalia Felipe Munoz, analista da Jato.