A presidente da Reserva Federal (FED) dos Estados Unidos, Janet Yellen, justificou esta quarta-feira a manutenção dos estímulos à economia com o facto de se manterem preocupações face à situação do mercado de trabalho, às tensões geo-políticas mundiais e à “fraqueza” do mercado imobiliário.

Falando perante uma comissão conjunta no Congresso norte-americano, Yellen defendeu que a situação do mercado de trabalho é, agora, muito mais “favorável” do que há meses atrás, mas considerou que a taxa de desemprego, actualmente acima dos 6 por cento, é ainda muito elevada e destacou o facto de se manter um índice muito alto de desemprego de longa duração que tem feito com que muitos cidadãos desistam, pura e simplesmente, de procurar trabalho.

A líder da Fed não tem dúvidas de que a maior economia do mundo vai continuar a crescer, mas não tem certezas sobre o ritmo a que esse incremento irá processar-se.

A existência de riscos “recentes”, como a fraqueza do mercado imobiliário, o baixo nível de inflação e as tensões geo-políticas levaram Janet Yellen a assumir a necessidade de manter uma política “acomodatícia”, ou seja, de manutenção dos estímulos ao desenvolvimento económico.

A FED mantém, desde a crise do “subprime”, as suas taxas de juro em níveis historicamente baixo [próximos do zero] e encetou, há cerca de dois anos, um programa de injecção de dinheiro na economia (quantitative easing) que tem vindo a reduzir, de forma gradual.

No mês passado, o comité de política monetária decidiu cortar o montante de compra de activos para 45 mil milhões de dólares mensais (menos 10 mil milhões face ao montante que estava em vigor).