O Governo do México ratificou esta semana o novo acordo de livre comércio com Canadá e Estados Unidos da América (T-MEC), tornando-se o primeiro signatário a aprová-lo, apesar das tensões com o presidente americano, Donald Trump.
O Senado aprovou o T-MEC por 114 votos a favor, 4 contra e 3 abstenções.
Este tratado “significa investimento estrangeiro no México, empregos no México, ter garantido o comércio das mercadorias que produzimos nos Estados Unidos”, disse o presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, num vídeo divulgado no Twitter.
“O México manda uma clara mensagem a favor de uma economia aberta e de aprofundar a sua integração económica na região”, afirmou o Ministério da Economia.
Por se tratar de um acordo internacional, não precisa ser discutido na Câmara dos Deputados. Assim, o México tornou-se o primeiro dos signatários a ratificar o tratado, enquanto o Canadá espera fazer o mesmo após a ratificação dos Estados Unidos.
Esta quinta-feira, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, discutiu o tratado com Donald Trump, em Washington.
O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, celebrou a ratificação mexicana. “A ratificação do T-MEC no México é um passo crucial e felicito o presidente López Obrador e o Senado mexicano por essa conquista histórica”, disse Lighthizer.
O novo tratado abarca questões como direitos trabalhistas, comércio digital, medidas contra a corrupção, pequenas e médias empresas e meio ambiente, resumiu o senador Héctor Vasconcelos, do partido Morena, o mesmo de López Obrador.
A ratificação acontece em meio a tensões entre o México e os Estados Unidos.
Na semana passada, a oposição no Senado adiou a votação do T-MEC em comissões até que o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, explicasse as negociações migratórias com Washington, temendo que o México se comprometesse a ser um “terceiro país seguro”.