A crise política e a violência que agita a Venezuela está a ter um custo económico pesado, com as vendas no comércio a caírem no país. Fora de fronteiras, o impacto do confronto entre o Governo do Presidente, Nicolás Maduro, e a oposição traduz-se por um inesperado aumento da compra de apartamentos em condomínios na capital do estado norte-americano da Florida.

Segundo uma notícia do portal América Economia, a empresa imobiliária Midtown Miami Residences, que conta aproximadamente com mil condomínios na zona Norte do centro da cidade (downtown Miami), registou um explosivo aumento de 250 por cento nas vendas desde o dia 1 de Fevereiro, comparativamente ao anterior mês de Janeiro.

A título de exemplo, a imobiliária refere o caso de um venezuelano que no espaço de apenas algumas horas comprou dois apartamentos a pronto pagamento.

Segundo a Midtown Miami, é de esperar que a celeridade requerida para a assinatura dos contratos de compra-venda por parte de venezuelanos se intensifique à medida que os protestos aumentam. A Venezuela é, de acordo com esta empresa, o maior comprador sul-americano de bens em Miami.

Internamente, e à medida que o conflito se agrava, são os pequenos empresários e os comerciantes que pagam a crise. Segundo o site Elmundo.com.ve, a redução dos horários do comércio provocou nas últimas semanas uma queda entre 50 a 70 por cento das vendas.

Visão dos empresários

Segundo o presidente da Câmara de Comércio de Caracas, Víctor Maldonado, a crise económica que assola o país é a base da insatisfação do povo e enquanto se mantiver o clima de crispação política, a economia não funcionará. O empresário apela ao lançamento de uma agenda de transformação para o país.