O Governo de Moçambique vai compensar as pessoas que denunciem as acções de contrabando de pedras preciosas, a fim de pôr termo ao comércio ilícito desse importante minério, garantiu o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela.
Ao prestar declarações à margem da reunião do Conselho Coordenador do Ministério que dirige, Max Tonela sublinhou que os denunciantes poderão receber uma compensação pecuniária ou ficar com parte do produto apreendido pelas autoridades.
O ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique adiantou que estão ainda a ser analisados, presentemente, tanto o valor como os mecanismos de compensação para os denunciantes. O ministro recordou, por outro lado, terem os serviços de inspecção passado a ser mais autónomos e terem sido criados entrepostos para a venda legal de pedras preciosas.
“Esses entrepostos vão incentivar os mineiros artesanais a integrar o circuito formal de comercialização de minérios”, assegurou Max Tonela. O ministro dos Recursos Minerais e Energia disse que, as perdas sofridas pelo Tesouro com o comércio ilegal de pedras preciosas são elevadas, ainda que, no entanto, não tenha divulgado números.
Por exemplo, o Governo Provincial de Nampula, Norte de Moçambique, estima em perto de seis mil, o número de estruturas mineiras artesanais que operam de forma ilegal nas zonas onde se regista a ocorrência de pedras preciosas.
A preocupação foi expressa pelo governador provincial, Victor Borges, durante a abertura da 4ª Edição da Feira de Pedras e Gemas, na cidade de Nampula, capital da província com o mesmo nome.