O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na passada terça-feira que está a estudar um financiamento de emergência a Moçambique entre 60 e 120 milhões de dólares para que o país enfrente os efeitos do ciclone Idai.
“Os valores (a emprestar) seriam algo entre 60 milhões de dólares (53,1 milhões de euros) e 120 milhões de dólares (106 milhões de euros)”, mas “dada a magnitude do que aconteceu, aqui, a minha expectativa é que seja o valor mais alto, de 120 milhões de dólares”, disse, em conferência de imprensa em Maputo, o chefe de missão do FMI para Moçambique, Ricardo Velloso.
O FMI vai prestar a ajuda através do Instrumento de Crédito Rápido, um mecanismo instituído pela organização para atender a situações de emergência nos seus países membros.
“Este instrumento é exactamente (para acorrer) a uma situação de emergência, uma situação muito grave, que cria grandes problemas para o país”, assinalou.

Esclarecimento

Ricardo Velloso esclareceu que a ajuda de emergência devido ao ciclone Idai não significa a retomada do programa de assistência financeira a Moçambique, pois este mecanismo só será estudado com o novo Governo que vai sair das eleições gerais de 15 de Outubro.
O FMI suspendeu a assistência financeira a Moçambique em 2015, na sequência da descoberta das dívidas ocultas.
“Continuamos a achar que o melhor momento para esse tipo de conversa será a partir das eleições, para ver o tipo de políticas fiscais, monetárias e estruturas do novo Governo”, sublinhou Ricardo Velloso.
O número de meios de socorro também continua a aumentar e ascende agora a 22 helicópteros, 37 barcos, 11 aviões e duas fragatas.