O ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang considerou recentemente que o nível do desembolso dos parceiros internacionais para o Orçamento Geral do Estado (OGE), para 2013, não é bom, e poderá vir a ser necessário encontrar formas de cobertura desse orçamento deficitário.

A redução das ajudas internacionais obriga as autoridades governamentais moçambicanas a apresentar uma nova proposta rectificativa da lei de finanças que vai apostar no aumento das receitas fiscais para equilibrar as necessidades do OGE.

Manuel Chang anunciou para os próximos dias um orçamento rectificativo a ser entregue à Assembleia da República com vista o aumento das receitas do Estado.

Estas declarações do ministro moçambicano foram feitas à margem do sétimo conselho coordenador do Ministério das Finanças de Moçambique, que acaba de ter lugar em Gaza, no Sul do país.

Para o governante, tem havido uma baixa nas ajudas internacionais devido à crise financeira mundial, pelo que se impõe uma nova política fiscal no país com novos impostos às grandes empresas, uma medida que implica que haja uma revisão orçamental.

Este orçamento rectificativo deve ser apresentado nos próximos dias à Assembleia da República de modo a permitir uma maior arrecadação de receitas fiscais depois do mês de Agosto. Manuel Chang, afirmou que até ao primeiro semestre deste ano, foram apenas desembolsadas 28,9 por cento das somas prometidas a Moçambique.