O Banco Mundial (BM) vai investir 80 milhões de dólares no sector da agricultura na zona Centro de Moçambique. O montante destina-se à expansão da rede de irrigação, que deverá beneficiar cerca de vinte mil famílias, com destaque para as que se dedicam à produção de arroz e hortícolas. Para o efeito, uma missão da instituição esteve, na semana passada, a trabalhar na província de Manica, com o objectivo de avaliar o projecto de irrigação sustentável, designado “Proirri”, que esteve a ser implementado desde o ano 2011. A equipa ficou impressionada com os resultados que apontam para a irrigação de três mil hectares e anunciou um novo programa baptizado com o nome de “Irriga”, no qual o Banco Mundial vai desembolsar os 80 milhões de dólares. O representante do Banco Mundial nesta deslocação, Aniceto Bila, avançou por outro lado que nesta fase, além das províncias de Manica, Sofala e Zambézia, o projecto deverá incluir a província de Nampula. Para o projecto Proirri, que foi implantado nos últimos sete anos, foi gasto um montante de pouco mais de 74 milhões de dólares, dos quais 60 desembolsados pelo Banco Mundial.

China impulsiona produção
Por outro lado, a China está interessada em impulsionar a produção de arroz e caju em Moçambique, segundo fez saber em Maputo, o vice-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais daquele país asiático, Zhang Taolin. O Governo chinês celebrou com Moçambique, representado pela vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar, Luísa Meque, alguns memorandos que vão permitir ao país asiático investir na produção de sementes, vacinas e animais. Para o efeito, 30 moçambicanos serão formados ainda este ano na China e outros 100 aqui em Moçambique.