O director-executivo da mineradora brasileira Vale, Murilo Ferreira, disse que cada quilómetro da ferrovia da empresa, em Moçambique, deve constituir uma oportunidade na qual as pessoas e empresas podem aproveitar os benefícios dos projectos.

Murilo disse que não era desejo da Vale criar uma actividade da qual saísse vitoriosa, mas que aos moçambicanos não gere nenhum benefício, porque assim os cidadãos não estariam a contribuir para o desenvolvimento do país.

A fonte reiterou o desiderato da empresa na recente visita ao país cujo objectivo fundamental era avaliar as actividades da companhia, mas serviu também para discutir assuntos de saúde e segurança nos investimentos da Vale no país, bem como cumprir com as “obrigações externas”, cujos detalhes não foram revelados.

A Vale está aqui para ficar, disse a fonte, acrescentando que a visão da empresa continua a ser a longo prazo.

A Vale Moçambique desenvolveu e opera a mina de carvão de Moatize, província de Tete, cuja produção começou em Agosto de 2011. A Moatize, na fase 1, tem uma capacidade de produção nominal anual de 8,5 milhões de toneladas de carvão metalúrgico e 2,5 milhões de toneladas de carvão térmico.

Na fase 2, vai duplicar esses números. O carvão tem de ser transportado para a costa e carregado em navios para exportação. Actualmente, o exercício é feito pela linha férrea de Sena para o Porto da Beira. A rota tem limitações de capacidade, não obstante as intervenções contínuas.

Desta feita, a Vale está a investir mais de 1,2 mil milhões de dólares (116 mil milhões de kwanzas) na reabilitação das ferrovias existentes e na construção de outras novas, através de Malawi e Moçambique para complementar a linha de Sena.

A linha, cuja construção começou em 2012, deverá ser concluída no segundo semestre deste ano terá uma capacidade nominal de 18 milhões de toneladas por ano. A ferrovia será usada também para o transporte de pessoas e cargas em geral.