A Mota-Engil assinou uma joint-venture com uma empresa nigeriana para entrar numa das maiores economias de África. A construtura portuguesa admitiu, em entrevista à agência Bloomberg, que estava a olhar para projetos no país que podem ascender até 1,5 mil milhões de euros. “Os projetos na Nigéria que estão atualmente em cima da mesa variam entre os 20 milhões de euros até aos 1,5 mil milhões de euros”, disse Manuel António da Mota, CEO da Mota-Engil África, à Bloomberg à margem do Fórum EuroAfrica, que se realiza no Estoril. “Isto pode fazer uma grande diferença para a
nossa carteira de encomendas”.
A Mota-Engil África revelou ontem ao mercado que tinha criado uma empresa local para entrar na Nigéria. A construtora de Manuel Mota assinou uma parceria com a empresa local Shoreline Group para a execução de contratos e concorrer aos principais concursos de infraestruturaras e construção que irão abrir nos próximos anos neste país. Este acordo, dizia o CEO numa nota enviada às redações, “é o culminar de vários meses de conversações entre as empresas para a concretização do que se pretende que seja um relacionamento frutífero para atuar num mercado com uma preponderância determinante no desenvolvimento do continente africano, tal é a relevância da economia nigeriana, um dos países com maior potencial de crescimento num mercado com cerca de 190 milhões de habitantes e uma das maiores populações jovens no Mundo”, No continente africano a Mota-Engil te m uma forte presença no mercado angolano. António Mota à Bloomberg disse que esperar que Angola encontre em breve uma solução para os pagamentos atrasados à Mota-Engil.