Nicolás Maduro liderou nesta semana, uma das três reuniões com sectores empresariais que começaram no Oriente, centro e Oeste da Venezuela a fim de encontrar soluções para os problemas económicos que, segundo o governante, “atrasam o desenvolvimento” do país.

Passando em revista alguns dos problemas que diagnosticou na última semana, como a burocracia e a corrupção, o Presidente venezuelano insistiu em encontrar soluções para dar resposta às necessidades de um país que acumula uma inflação de 10,1 por cento em três meses.

Maduro também se referiu ao diálogo político, considerando que este está no bom caminho. O Presidente rejeitou, no entanto, os pedidos da oposição para a libertação dos designados “presos políticos” para mostrar resultados no diálogo lançado a 10 de Abril.

A oposição reiterou o pedido de amnistia para os estudantes detidos durante os protestos que começaram a 12 de Fevereiro contra Maduro e a libertação dos ex-autarcas da oposição, Daniel Ceballos e Enzo Scarano, assim como a do dirigente político Leopoldo López e o comissário Iván Simonovis.

O Governo rejeitou a lei de amnistia embora tenha acedido a formar uma junta médica que avalie o estado de saúde de Simonovis, condenado a 30 anos de prisão por dois dos 19 homicídios registados a 11 de Abril de 2002, durante o fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Também foram realizados avanços na constituição da Comissão da Verdade, que estará encarregada de investigar as ocorrências nos protestos que começaram a 12 de Fevereiro e nos quais se registaram incidentes violentos, com um balanço oficial de 41 mortos e mais de 700 feridos.