A experiência da Nigéria com o desenvolvimento dos campos marginais de petróleo teve um sucesso mensurável, com 24 licenças concedidas a 31 empresas, algumas como operadoras únicas e outras como joint-ventures.envolvimento do Mali (BDM).
A ronda de licitações marginais de 2003 abriu uma série de oportunidades para as empresas da indústria local e regional, ao mesmo tempo em que contribuiu para aumentar a produção de petróleo do país e promoveu a participação indígena nas actividades de exploração de petróleo. Para as empresas como a Oando, a Waltersmith, a Shoreline Energy, a Seplat, a Sahara Petroleum ou a Brittania-U, esses campos representaram oportunidades importantes para explorarem novos campos e liderarem os seus próprios projectos de produção.
Embora alguns desenvolvimentos tenham sido mais lentos que o esperado, o resultado dos esforços do governo nesta área foi positivo. Hoje, cerca de um terço das licenças emitidas produzem quantidades significativas de petróleo.
No entanto, há algumas lições a extrair da experiência nigeriana que se aplica à realidade angolana, segundo o estudo de uma consultora sul-africana. Em primeiro lugar, os campos marginais são particularmente atraentes para as empresas indígenas ou regionais menores que podem operar bem com margens de lucro mais baixas.
Por outro lado, essas empresas não possuem o capital de gigantes como a ExxonMobil ou a Total e, portanto, precisam de conseguir acesso a investimento externo para desenvolver o seu projecto. A experiência nigeriana diz-nos que procurar investimento no sector bancário local pode ser um desafio.
Os bancos nigerianos têm resistido à concessão de linhas de crédito para pequenos operadores neste tipo de projecto, sustenta a consultora
Normalmente, as entidades bancárias emitem empréstimos contra acções ou activos usados como garantia. A tentativa destes operadores de petróleo de usar as reservas de petróleo dos seus campos como garantia para aceder a financiamento não foi bem aceite pelos bancos nigerianos, e isso atrasou o desenvolvimento dos projectos.