Durante a sua última estada em África para uma visita que se prolongou durante cinco dias, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos da América prometeu levar avante uma iniciativa de electrificação de alguns países africanos, sendo a África do Sul um dos primeiros.

Na sequência, o empresário nigeriano Tony Elumelu, que apoiou a iniciativa de energia para África do Presidente Barack Obama com uma promessa de investimento de 2,5 mil milhões de dólares, considerou que a falta de concorrência no sector de energia faz com que o investimento seja uma jóia com grandes retornos.

Assim, além dos 7.000 milhões de dólares americanos provenientes de fundos públicos, este plano de Obama vai ser apoiado pelo sector privado que disponibilizou já cerca de 9 mil milhões, pois o Presidente norte-americano está consciente de que a falta de fornecimento de energia tem sido um enorme entrave ao crescimento económico sustentável em todo o continente.

Por sua vez, Elumelu que é um dos homens mais ricos de África com investimentos em bancos, petróleo e exploração de gás e de energia disse que acredita que para resolver o défice de energia, a África levaria décadas, mas, para os investidores que começam no início, as recompensas seriam semelhantes às realizadas quando começou a expansão do sector de telecomunicações da África.

“Quando a revolução das telecomunicações começou, os retornos foram bastante substanciais. Mas com a concorrência, o sector tornou-se saturado e altamente competitivo, então as margens começaram a cair”, Elumelu disse à Reuters, em Dar es Salaam.

Entre os outros investidores incluem-se o Standard Chartered Bank (STAN.L), que prometeu dois mil milhões para a iniciativa de Obama e a General Electric se comprometeu a trazer 5.000 megawatts de energia para o Ghana e a Tanzânia. Essa iniciativa tem também como foco o Quénia, Etiópia, Nigéria e Libéria