A riqueza no espaço lusófono pode subir para 10 por cento do PIB mundial se os países se juntarem e apostarem numa verdadeira comunidade económica, criarem mais-valias sobre os abundantes recursos naturais e usarem a “abençoada separação geoestratégica”, afirmou o representante do sector empresarial.

Em entrevista à Lusa, Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), mostrou-se optimista relativamente à vertente económica da organização.

Abdula argumenta que “temos condições, fomos abençoados, temos recursos naturais de grande dimensão descobertos nos últimos dez anos, temos mão-de-obra jovem e se nos posicionarmos como deve ser, levando a tecnologia necessária para dar mais-valias às nossas riquezas naturais onde elas existem, podemos transformar a CPLP numa estrela ao nível mundial, fazendo o nosso PIB passar de quatro para 10 por cento do total mundial daqui a 10 ou 15 anos” disse.

O responsável afirma também que, para além de ser uma voz do sector privado, a CE-CPLP quer igualmente expandir-se para além dos países que falam o português, apostando nos mercados regionais onde cada um está inserido.

Para crescermos, é preciso criar uma economia de escala maior e criar a nossa própria marca CPLP, concluiu o responsável, reconhecendo que estes são “projectos a médio prazo, mas que só precisam do apoio da classe política para os empresários os tornarem realidade” referiu.