O Koweit comprometeu-se a disponibilizar384,7 mil milhões de kwanzas de assistência financeira e de produtos petrolíferos ao Egipto. O anúncio foi feito alguns dias depois da promessa da Arábia Saudita e dos Emirados de apoiar o novo governo, respectivamente, com 480 e 288,5 mil milhões de kwanzas, o que perfaz um montante da ajuda financeira dos países do Golfo no valor de 1.153,2 mil milhões.

Após a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, esta é a vez de o Koweit prometer o seu apoio à economia egípcia, em apuros
desde a queda de Moubarak. Deste modo, o menor Estado da Península Arábica está empenhado em fornecer 192,3 mil milhões de kwanzas ao Banco Central do Egipto e mil milhões de dólares em produtos petrolíferos, relata a agência de notícias do Koweit, que destaca a oferta dos demais 96,1 mil milhões de kwanzas.

Esta modalidade de ajuda, em divisas e produtos petrolíferos, foi também adoptada pela Arábia Saudita e os Emirados Árabes
Unidos.

Em plena fase de tumultos que sacode novamente o país do Magreb, e após a queda do Presidente Mohamed Mursi, o Egipto mostra-se receptivo à ajuda pois a sua crise é tanto política como económica. O apoio financeiro dos Emirados Árabes Unidos processar- se-á com base numa taxa de juros nula, revelou a agência de notícias oficial, com sede em Abu Dhabi.

Os Emirados Árabes Unidoshaviam prometido uma quantia semelhante em 2011, logo após a queda de Hosni Moubarak, mas,
de acordo com funcionários egípcios entrevistados pela Bloomberg, o dinheiro nunca chegou ao Cairo. O mesmo vale para a ajuda
da Arábia Saudita que se ficara pelas promessas. Mas a visita esta semana de Hisham Ramez, o governador do Banco Central do Egipto aos Emirados Árabes Unidos, fez reavivar a referida ajuda financeira.

Para já e embora o vizinho Qatar seja um dos apoiantes do regime de Morsi, eles já deram a conhecer que vão “continuar a
respeitar a vontade do Egipto e de todo o seu povo”. O Qatar deu um amplo apoio ao regime de Mohamed Morsi, fornecendo na altura cerca de 769,4 mil milhões de kwanzas/ano.

Os apertos económicos As dificuldades da economia egípcia, em grande parte, explicam o “impeachment” ao Presidente Mohamed Morsi. O novo governo enfrenta escolhas difíceis e impopulares.

Uma tarefa que se complica ainda mais pela falta de legitimidade democrática. Enquanto o Governo de transição liderado por Adli Mansour procura impor a sua autoridade após a queda do Governo de Mohamed Morsi, ele terá de reanimar rapidamente uma economia paralisada e evitar o mesmo destino que os seus dois antecessores. Mohamed Morsi tomou posse num cenário económico que já estava degradado, mas muitos indicadores pioraram durante o seu ano de mandato.

A taxa de desemprego ultrapassou os 13 por cento, enquanto a inflação subiu além de 8 e o défice orçamental cresceu para
quase 13 do produto interno bruto.

Além disso, as reservas cambiais do Egipto caíram de 3.462,5 mil milhões de kwanzas , em Janeiro de 2011, para 1.538,9 mil milhões no final de Junho de 2013, o suficiente para cobrir pouco mais de três meses de importações, um limite considerado crítico pelos economistas; sem as injecções de liquidez do Qatar, Turquia e Líbia, a situação seria ainda pior.

Como se lê no “Financial Times”, o mercado de acções egípcio demonstra claramente o estado da economia egípcia, bem como a gestão financeira do Governo de Morsi. Ao derrube militar de um governo democraticamente eleito, os investidores não reagiram com pânico, mas com euforia. O mercado subiu rapidamente após a intervenção militar, por isso, foi suspenso depois que o principal índice excedeu o limite de volatilidade de 5 por cento ao dia.

Mas a economia egípcia está afectada em todas as áreas como no aumento constante do preço do pão e do combustível.