Catorze países do Leste e Sul de África reuniram esta semana num fórum em Harare (Zimbabwe), para estudar a possibilidade de usar a moeda chinesa, o Yuan, como divisa de reserva.
Segundo um comunicado do Macroeconomic and Financial Management Institute of Eastern and Southern Africa (MEFMI), citado pela agência oficial chinesa Xinhua, participam no fórum 17 altos quadros dos bancos centrais e governos dos respectivos países. O tema do fórum é “Tendências na Gestão de Reservas Soberanas”.
“No final de 2017, as reservas da maioria dos países da região do MEFMI fixaram-se no limiar, ou abaixo, da tradicional referência de três meses de importações. A dívida pública denominada em moedas estrangeiras continua a aumentar, assim como as taxas de juros”, refere o comunicado.
Na mesma nota acrescenta-se que o grosso das reservas na maioria dos países da região está investido em dólares norte-americanos, o que não acompanha as grandes mudanças na economia mundial.
“Isto é particularmente evidente quando a China e a Índia continuam a definir as tendências económicas como principais parceiros comerciais da região”, lê-se.
“A maioria dos países na região do MEFMI receberam empréstimos ou apoio da China e faria sentido económico que fossem pagos em renminbi [a moeda chinesa]”, acrescenta.
A internacionalização do renminbi é uma prioridade para Pequim, que quer contrariar a hegemonia do dólar norte-americano e negociar na sua moeda recursos como petróleo e ferro, dos quais é o maior mercado mundial, e facilitar os investimentos chineses além-fronteiras.