O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos da América cresceu à taxa anual de 1,9% no III trimestre, de acordo com a primeira estimativa do indicador, divulgada na passada quarta-feira, pelo Departamento do Comércio.
O resultado ficou acima da mediana de alta de 1,6% apurada em pesquisa do projecções Broadcast com 31 instituições, mas dentro das estimativas, que variavam de +1,2 a +2,1%.
Apenas os gastos com consumo, que representam cerca de 70% do PIB americano, tiveram expansão anualizada
de 2,9 entre Julho e Setembro.
O Departamento do Comércio informou também que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou à taxa anualizada de 1,5% no III trimestre.
O núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia, subiu 2,2% no mesmo período.
Em dólares, o PIB cresceu 3,5, ou 185,6 bilhões de dólares, para 21,53 triliões.
O crescimento no trimestre de Julho a Setembro reflecte contribuições positivas do consumo das famílias, gastos do Governo, investimentos residenciais e gastos dos estados e governos locais, além das exportações.
Por outro lado, houve contribuições negativas das importações e dos investimentos não residenciais.
As importações também cresceram, contribuindo negativamente para
o PIB norte-americano.

Sector privado
O sector privado dos EUA criou 125 mil empregos em Outubro, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP.
O resultado veio acima das expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam geração de 100 mil postos de trabalho neste mês.
Por outro lado, a ADP revisou a geração de vagas em Setembro para baixo, de 135 mil para 93 mil. A pesquisa da ADP é considerada uma prévia do relatório de empregos (o chamado “payroll”) dos EUA, que inclui dados do sector público e será divulgado hoje, sexta-feira (01).