O Presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, considera, essencial continuar a estimular a política monetária este ano, para fazer
face à incerteza internacional.
Mario Draghi explica que dada a persistência das incertezas relacionadas com factores geopolíticos, a ameaça do proteccionismo e as vulnerabilidades nos mercados emergentes, “a condução da política monetária na área do euro continuará a exigir paciência,
prudência e persistência”.
O relatório, relembra que em Dezembro, o Conselho do BCE terminou as compras líquidas de activos ao abrigo do APP e confirmou as indicações reforçadas sobre a trajectória futura das taxas de juro directoras.
“Paralelamente, confirmou a necessidade da continuação do estímulo significativo em termos de política monetária, com vista a apoiar a intensificação das pressões internas sobre os preços e a evolução da inflação global no médio prazo”, acrescenta.

Reinvestimentos
O presidente do BCE recorda que Frankfurt indicou que os reinvestimentos continuariam além da data em que as taxas de juro directoras começarem a subir e enquanto for necessário, mostrando-se disponível para ajustar todos os instrumentos.
“A assunção de riscos em partes dos mercados financeiros e imobiliários contribuiu para sinais ligeiros de valorização excessiva em algumas zonas, com diferenças acentuadas entre países, tendo os riscos continuado a aumentar no sector financeiro não bancário”, refere.
Draghi realça ainda que a economia da zona euro continuou a expandir-se, mas sofreu uma perda de dinamismo, com o crescimento a desacelerar de 2,5 por cento em 2017 para 1,8 em 2018.
“Um enfraquecimento significativo do comércio mundial, a par de diversos factores específicos a nível dos países e dos sectores, pesaram sobre o sector externo, e em particular, sobre a indústria transformadora”, explica.