Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está na Guiné-Bissau para avaliar as vulnerabilidades da governação do país, anunciou quarta-feira, em Bissau, o ministro das Finanças, Geraldo Martins.
“É uma missão que irá abordar vários assuntos, nomeadamente questões ligadas ao risco orçamental, questões de transparência na gestão das contas públicas, macroeconomia, reformas estruturais e, por isso, é uma missão muito importante para o país”, afirmou Geraldo Martins.
O ministro das Finanças prestava declarações no Palácio do Governo, no início de uma reunião com a equipa do FMI e que juntou todos os ministros e secretários de Estado do actual Governo guineense, segundo noticiou a Lusa.
Um documento divulgado pela equipa, que irá permanecer na Guiné-Bissau até ao início de Outubro, indica que esta missão tem como principais objectivos avaliar a natureza e a gravidade das vulnerabilidades de governação na Guiné-Bissau, na perspectiva da governação fiscal e da legislação, incluindo anti-corrupção, lei de branqueamento de capitais e Estado de Direito.
A equipa do FMI fará também recomendações para melhorar a governação fiscal e a legislação e para ser definida uma estratégia a médio prazo, para ser concedido à Guiné-Bissau um eventual programa de apoio financeiro.
A missão dará uma ênfase especial ao combate à corrupção, nomeadamente através da identificação das principais ameaças e debilidades, tipos de corrupção e prioridades no seu combate.
Uma missão do FMI, chefiada por Tobias Rasmussen, visitou a Guiné-Bissau entre 6 e 10 de Maio deste ano, para avaliar a situação das finanças públicas, debater a evolução do sector financeiro e apurar o interesse das autoridades num novo acordo com o FMI.