Pedreiros, carpinteiros, trolhas, pintores, chefes de equipa, de tudo um pouco falta hoje na construção civil em Portugal.
Indústria perdeu 37 mil empresas e 260 mil trabalhadores numa década e agora, com a retoma, confronta-se com a falta de mão de obra. Já é difícil arranjar até operários não qualificados e há milhares de reformados a trabalhar clandestinamente  na reabilitação urbana.
E até os trabalhadores não qualificados escasseiam. Uma década de crise na construção, agravada pela chegada da troika, levou ao desaparecimento de 37 mil empresas e de mais de 260 mil trabalhadores no sector. Grande parte dos quais emigraram e dificilmente regressarão. A solução, acreditam as empresas, está na criação de um regime excepcional de mobilidade transnacional que permita às construtoras trazerem para Portugal operários seus de outros países, designadamente dos PALOP.
No final de 2015 começaram a chegar os primeiros sinais de inversão, consolidados entretanto. A retoma da construção está aí e a prová-lo está o crescimento homólogo de 2,3% do investimento em construção no primeiro trimestre do ano e de mais de 20% no licenciamento de habitação.