A capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 0,2 por cento do PIB em 2018, o que compara com 1,1 em 2017. A conclusão consta da análise trimestral do fórum para a competitividade, relativo ao I trimestre de 2019.
Considerando valores anuais terminados no trimestre, a capacidade de financiamento da economia passou de 0,6 por cento (no III trimestre de 2018) do PIB para 0,2 no IV trimestre de 2018, sendo que a capacidade de financiamento das famílias aumentou de 0,5 por cento para 0,7 do PIB no mesmo período, “o que traduziu um aumento ligeiro da taxa de poupança para 4,6 por cento, ainda assim um registo muito baixo em comparação com o resto dos países da União Europeia”.
O saldo das sociedades não financeiras agravou-se, fixando-se em -2,0 por cento do PIB no IV trimestre, uma evolução desfavorável que foi igualmente acompanhada pelo sector da Administração Pública (-0,5 por cento do PIB no último trimestre do ano).

Desaceleração

A economia portuguesa deve desacelerar nos próximos anos, quer por razões do lado da oferta, quer do lado da procura.
Excluindo as previsões extremas, o PIB de 2019 deve crescer entre 1,6 e 1,9 por cento.
“É opinião unânime das diversas instituições que a economia portuguesa deverá desacelerar em 2019 e de novo em 2020 e 2021, em linha com o que se deverá passar na Zona Euro”, lê-se nas perspectivas empresariais, relativas ao I trimestre de 2019, do fórum para a competitividade.
Em termos sectoriais, espera-se abrandamento na agricultura, indústria, comércio e turismo, estabilização nos outros serviços e melhoria na construção.
Em 2017, as exportações de serviços na rubrica “Viagens e turismo” cresceram 19,5, quando nos dois anos anteriores tinham crescido em torno dos 10 por cento.
O crescimento do emprego deverá abrandar também e a taxa de desemprego deverá cair de forma mais lenta, prevê o fórum.