Portugal e Timor-Leste assinaram esta semana, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, o Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2019 -2023, iniciativa com um envelope financeiro indicativo de 70 milhões de euros.
O acordo entre os dois países lusófonos foi assinado recentemente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Dionísio Babo Soares, e pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro.
Na conferência de imprensa após a assinatura do PEC, o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, assinalou o “aumento considerável” face ao protocolo anterior, avaliado em 42 milhões de euros.
“A cooperação entre os nossos países tem sido contínua e tem sido muito clara quanto às prioridades, aos domínios prioritários de cooperação”, referiu o ministro português, que destacou o ensino e a governação como
principais alvos.
O chefe da diplomacia portuguesa destacou também o projecto FOCO – Formar, Orientar, Certificar e Otimizar, que envolve a Universidade Nacional de Timor-Leste e que “procura formar formadores”, visando o ensino, em língua portuguesa, de cursos nesta instituição.
A “existência e actividade” da Escola Portuguesa Ruy Cinatti, que conta com 63 professores e mais de mil alunos, foi também elogiada por Santos Silva, que destacou o papel deste estabelecimento de ensino, “de que têm também beneficiado funcionários da administração pública timorense”.
No âmbito da governação e do Estado de Direito, Augusto Santos Silva considerou que esta é uma “cooperação especialmente importante porque toca aspectos nucleares da soberania dos dois países.
O ministro português assinalou também que Portugal gere, em nome da União Europeia, vários projectos em Timor-Leste, tendo enumerado alguns.