A ajuda ao desenvolvimento registou um aumento histórico de 6,1 por cento em 2013, mas Portugal liderou o contraciclo, registando a maior redução orçamental, indica um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado.

No total, os doadores contribuíram com mais de 98 mil milhões de euros (cerca de www de kwanzas) em ajuda pública ao desenvolvimento em 2013, com alguns Estados a reforçarem o orçamento disponível, apesar da crise económica, assinala o relatório anual do Comité de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE.

Dos 28 países que integram o Comité de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE, 17 aumentaram a fatia de ajuda pública ao desenvolvimento em 2013, com a Islândia, Itália, Japão, Noruega e Reino Unido a registarem os aumentos mais significativos.

Portugal lidera os restantes 11 países, registando a maior diminuição de fundos canalizados para a ajuda pública ao desenvolvimento reduzida em um quinto (20,4 por cento), o que a OCDE atribui a “restrições financeiras que conduziram a cortes orçamentais”.

Austrália, Canadá, Bélgica, Eslovénia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Nova Zelândia e República Checa também reduziram as contribuições.

Apesar de tudo, o balanço se salda por uma recuperação no nível de ajuda pública ao desenvolvimento, que esteve em queda nos anos de 2011 e 2012, assinala a OCDE.