Lagarta-do-cartucho-do-milho já infectou uma área que seria equivalente à junção da União Europeia, da Austrália e dos Estados Unidos. Por isso, são necessários de 23 milhões de dólares para oferecer apoio aos países para lidarem com a praga este ano.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pediu uma campanha mais alargada contra a lagarta-do-cartucho-do-milho. A ideia é envolver mais de 500 mil agricultores da África Subsaariana.
A praga tem o potencial de deixar 300 milhões de pessoas com fome na região, de acordo com o director da Divisão de Produção Vegetal e Protecção da agência, Hans Dreyer.
O representante contou que já foram infestados campos de milho e sorgo em 44 países, numa área total que ultrapassa 22 milhões de quilómetros quadrados. Se combinada, essa região poderia cobrir a UE, a Austrália e os
Estados Unidos da Amércia.
Falando à margem de uma reunião com parceiros, em Roma, o representante disse que a FAO investiu mais de 9 milhões de dólares do seu orçamento regular e mobilizou outros 12 milhões para os seus programas contra a lagarta-do-cartucho-do-milho.
O director da Divisão de Mobilização de Recursos da FAO, Gustavo González, declarou que são precisos 23 milhões de dólares para permitir que a agência apoie efectivamente os países para que lidem com
os desafios da praga em 2018.
A lagarta-do-cartucho-do-milho apareceu pela primeira vez no continente em 2016, na África Ocidental. A praga pode agora ser encontrada na África Subsaariana. Em todo o continente, apenas 10 países, a maioria no
norte, não estão infestados.
Os mais afectados são os pequenos agricultores e a FAO avisa que “qualquer dano adicional causado pela praga teria consequências drásticas na vida de dezenas de milhões de produtores
da região subsaariana”.
Estima-se que se 20 por cento da produção anual de milho fosse afectada pela lagarta-do-cartucho-do-milho, haveria um défice de 16 milhões de toneladas de milho no valor de cerca 5 bilhões de dólares.