As dificuldades no acesso ao crédito por parte dos produtores agrícolas continuará a impedir a capacidade de crescimento deste sector e a quebra dos preços internacionais do carvão vão representar um travão a novos investimentos na exploração mineira, escreve o jornal online Macauhub. A economia de Moçambique deverá manter-se sem grandes alterações em 2019, de acordo com um relatório da Economist Intelligence Unit (EIU), sendo que a taxa do Produto Interno Bruto perde 10 pontos base em relação a 2018. A Economist Intelligence Unit diz no seu relatório, que os travões para o desenvolvimento do país são os problemas financeiros bem como o elevado montante de pagamentos em atraso por parte do governo. O início da extracção de gás no campo Coral Sul, previsto para 2023, fará com que a previsão de crescimento económico nesse ano cresça já para uma taxa de 7,5 por cento, se bem que a influência deste projecto no resto do tecido económico, através da prestação de serviços deva vir a ser muito limitado.

Avaliação financeira
A agência de notação financeira Moody’s mantém Moçambique no nível mais baixo da recomendação para receber investimentos, devido ao seu histórico de incumprimento no pagamento dos cupões da dívida. A classificação do país atingiu os patamares de “lixo”.
Segundo avaliação da consultora de risco EXX Africa, Moçambique é um dos cinco melhores países para
investir em África. Mas a consulta alerta que a implementação dos consensos sobre a paz, o combate aos ataques em Cabo Delgado e gestão da dívida pública são os principais desafios a resolver antes das eleições gerais de Outubro.