O presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, afirmou, através de uma entrevista difundida esta semana, pelo canal de televisão americana CNBC, que descarta a possibilidade de concorrer para um terceiro mandato em 2022, noticiou a AFP.
O presidente egípcio, ex-chefe do exército, derrubou em 2013, o seu antecessor, o presidente oriundo da Irmandade muçulmana Mohamed Morsi, conduzindo uma repressão brutal contra os seus simpatizantes.
Posteriormente, foi eleito em 2014, com 96,9 por cento dos votos, numa eleição sem oposição séria.
Sissi, eleito para um mandato de quatro anos, deverá apresentar-se novamente à próxima eleição presidencial prevista para 2018.
Segundo à Constituição, um presidente pode concorrer um máximo de dois mandatos de quatro anos. “Estou para conservar dois mandatos de quatro anos”, afirmou Sissi à televisão americana, antes de assegurar que não pretende alterar à Constituição.
Após a sua ascenção ao poder, Sissi tinha eliminado toda a oposição, islamita, como laica e liberal. Desde então, dirige o país com uma mão de ferro, sendo vítima de inúmeras críticas não só no Egipto, como também no estrangeiro, no que concerne aos Direitos humanos.
O advogado e militante dos Direitos humanos, Khaled Ali, é o único candidato a declarar-se face a Sissi para à eleição de 2018.
Esse militante de esquerda, de 45 anos, é uma figura popular da revolução de 2011, que provocou o derrube do presidente Hosni Mubarak, após 30 anos do poder.